Entre os dias 19 e 23 de maio Danbury, Connecticut, foi tomada pelo cinema. Pela primeira vez a cidade sediou o “Festival de Filmes de Connecticut”. Durante cinco dias e noites, quase cinco mil pessoas respiraram os ares da sétima arte. Ao todo, o festival exibiu na telona 130 filmes, ducumentários e curta-metragens. Na longa lista do evento, o festival contou com várias películas que destacavam os problemas sociais com os quais as comunidades imigrantes se identificam.
Uma das novidades desse ano foi a exibição de quatro filmes latinos no progama do festival. Mostrados na categoria “Internacional”, a projeção dos filmes reflete a grande concentração das comunidades hispânica e brasileira nesta região dos Estados Unidos. A intenção dos produtores com o fato foi elucidar para o público quais problemas os grupos étnicos que se estabeleceram em Connecticut se deparam em seus países de origem. “Isto constrói pontes, dando às pessoas uma compreensão maior sobre o que acontece no resto do mundo”, explica o criador do Festival de Filmes de CT, Tom Carruthers.
Jóia da arquitetura local, o Palace foi reaberto
para hospedar o festival
Por causa do evento, uma da preciosidade da arquitetura local voltou a funcionar. Depois de 13 anos fechado, o Teatro Palace abriu as portas para dar as boas vindas aos participantes da maratona de filmes. Mesmo depois de muito tempo, o prédio que há 80 anos foi erguido na Main Street da cidade conserva sua beleza e grandiosidade. Nas paredes e lustres do Palace os detalhes inspirados na arquitetura grega encantaram os olhos do público.
Ao todo foram exibidas no festival mais de 100 horas de filmes que emocionaram, fizeram rir e chorar. Para encerrar o CTFF, premiar os melhores filmes e comemorar o sucesso da empreitada, foi realizado no domingo, 24 de maio, uma cerimônia de premiação. O evento contou com a presença dos patrocinadores, produtores, diretores e participantes da mostra de cinema. Entre os premidos estão os filmes “Love and class in Connecticut” e “Tropa de Elite”. O primeiro filme foi escolhido pelo júri como o melhor na categoria Regional ao contar a história de uma mulher de Connecticut que está em busca de redenção e não mede esforços para alcançar seu objetivo. Já Tropa de Elite, foi eleito pelo voto do júri e do público como o melhor longa na categoria Internacional. Ao contar a história da polícia de elite do Rio de Janeiro de forma realista e violenta, o filme repetiu em Danbury o mesmo sucesso que fez no Brasil e em outros festivais.




